Cinco noites por mês é possível desfrutar da beleza das cachoeiras sob a luz da lua cheia. Se as condições meteorológicas forem favoráveis, um arco-íris prateado se forma no céu, para deleite de todos, acima da Garganta do Diabo. Entretanto, mesmo que o arco não se forme, a paisagem não decepciona, como aconteceu durante a visita da reportagem.

O passeio começa com um jantar e depois das instruções de segurança, todos embarcam no trem que leva até a Estação Garganta do Diabo, a terceira e última da linha. Sem o auxílio de lanternas ou qualquer outra iluminação artificial, os visitantes caminham pela passarela até o ponto de observação do conjunto de quedas mais famoso das Cataratas.

Recomenda-se fazer o percurso em silêncio, aproveitando os ruídos dos insetos e animais noturnos. Aos poucos os sentidos se acostumam com a escuridão e a paisagem vista durante o dia ganha novos contornos sob a lua. Os guias recomendam não usar o flash das máquinas fotográficas, para não atrapalhar esse processo. Como não é muito fácil fazer fotos com os equipamentos amadores nestas condições, um fotógrafo profissional fica disponível para registrar a visita.

O passeio é bastante seguro, com três guias acompanhando o grupo, que é limitado. Calçados fechados e calças são necessários, já que se trata de um passeio dentro da mata. Recomenda-se também levar blusa de frio e capa de chuva, já que dependendo da direção do vento a nuvem que sai da Garganta do Diabo pode molhar bastante.

Os visitantes podem desfrutar da paisagem por cerca de meia hora, quando então todos retornam ao trem para voltar ao ponto de partida. Para encerrar, todos são recebidos com espumante e refrigerante, para brindar uma noite inesquecível. (E.G)

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