'Só fiquei viva por meus outros filhos'
Stefani Vitória Rochinski tinha 10 anos em 2012, quando em uma manhã saiu para a escola, em Porto Amazonas (PR), e nunca mais voltou. Filha caçula de Zenilda Maria Marques Rochinsky, ela costumava fazer o percurso com o irmão mais velho, mas neste dia acabou indo sozinha. As investigações sobre o caso concluíram que, após sair de casa, ela nunca chegou ao estabelecimento de ensino. A família só foi dar conta do desaparecimento na hora do almoço, quando Stefani não chegou em casa. Desde então, a família não tem qualquer pista sobre o que possa ter acontecido.
"Ninguém viu nada e a polícia também não descobriu muita coisa", lamenta a mãe, que alimenta esperanças de encontrar a filha viva. "Ela é uma menina boazinha, que conversava bastante, não tinha rebeldia e não fazia nada escondida. Como nunca encontraram o corpo, acho que pode estar viva", acredita.
Os dias de Zenilda resumem-se a "viver o hoje". "Sinto-me desolada, só fiquei viva por causa dos meus outros filhos e por acreditar que ela ainda vai precisar de mim."
Na família, as datas comemorativas perderam o brilho. "A gente tenta, mas acabamos lembrando da tragédia", diz Zenilda, que considera a dúvida "o pior dos sentimentos". "Ela tinha dez anos. Não consigo imaginar que possa não ter ninguém cuidando dela", entristece-se.
Os pais fizeram buscas intensas pela filha, viajando a vários locais onde diziam haver pistas sobre o paradeiro de Stefani. "Depois colocamos o pé no chão e deixamos a investigação com a polícia."
O maior desejo da mãe é que o caso não caia no esquecimento. "Minha filha não me sai da cabeça, vou continuar procurando enquanto estiver viva", espera Zenilda, que sente falta dos momentos de brincadeiras e risadas. "Consigo ficar feliz por alguns momentos, mas logo vem a tristeza. É muito difícil."(C.A.)





