Sinal vermelho nas escolas públicas
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sábado, 25 de agosto de 2012
Redação FolhaWeb 
Terminar o ensino médio, prestar vestibular, chegar ao ensino superior e, num futuro próximo, conseguir oportunidades de trabalho que garantam qualidade de vida melhor que a alcançada pelos pais. Esta é a expectativa dos estudantes Kelly Alves Teodoro Leandro, 24 anos, Patrícia Nayara Souza Silva, 17, Camila Rosa, 17, e Edislon Rocha dos Santos, 17, todos matriculados no terceiro ano do ensino médio noturno da Escola Estadual Thiago Terra, localizada no bairro União da Vitória, na Zona Sul de Londrina.
Estudiosos, dedicados e reconhecidos como bons alunos por professores e equipe pedagógica, eles têm as qualidades necessárias para realizarem com êxito os projetos de vida. Cientes da realidade da educação que recebem na escola, entretanto, os jovens estudantes não estão muito confiantes sobre a possibilidade de passarem no vestibular. Matriculados no ensino noturno, apontam problemas como falta de professores, profissionais desmotivados, preconceito com a localização da escola, falta de estrutura e a indisciplina dos colegas como fatores que podem limitar as chances de aprovação.
O temor dos alunos reforça uma realidade escancarada pelos resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) do Ensino Médio no País. No Brasil, a nota de 3,7 superou em apenas 0,1 ponto o resultado de 2009. No Paraná, a nota caiu de 4,2 para 4.
''O ensino fraco não incentiva a gente a continuar estudando'', afirma Kelly, que ficou sete anos sem estudar por causa do exaustivo trabalho em um salão de cabeleireiros e voltou à escola no ano passado por alimentar o sonho de cursar a faculdade de Nutrição. ''Tenho 24 anos e não venho para a escola perder tempo, mas acho que só dá para entrar na faculdade se fizer cursinho'', lamenta.
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