Entre as lembranças que a fisioterapeuta e fotógrafa Maria Rosália Lopes de Almeida e Toledo, 27, guarda da mãe já falecida, está o hábito de celebrar a passagem do ano perto do mar. Umbandista há cinco anos, ela se programa para conseguir cumprir os próprios rituais de Ano Novo no litoral.

Na bagagem, Rosália leva oferendas para Iemanjá. Nos pensamentos, carrega a intenção de agradecer pelas coisas boas que aconteceram e desejar dias ainda melhores no ano que começa. ''Se não consigo ir à praia, fico ansiosa'', diz ela, que sente alívio e relaxamento quando toma banhos de mar.

O ritual não tem muitas regras. No ano passado, por exemplo, ela levou o nome dos amigos entre as oferendas e pediu para todos serem abençoados. Esse ano, escolheu um lindo colar para ser entregue à orixá. ''O importante é acreditar'', afirma.

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