Aos 24 anos, o ex-trabalhador rural Jaime Sevilha teve a perna esquerda amputada depois de sofrer um acidente na lavoura. Ele fazia uma cerca próximo a um trator com uma rosca de fazer buracos acoplada. A lâmina da rosca se desprendeu e cortou sua perna.
Hoje, com 32 anos, Sevilha é sócio-proprietário de uma loja de lubrificantes em Marialva (17 km a leste de Maringá). Ele também passou pelo setor de reabilitação e diz que as orientações dos profissionais o ajudaram a escolher a nova atividade.
Já serviu de exemplo e participou de várias palestras programadas pelo setor de reabilitação profissional do INSS de Maringá. ‘‘Eu nunca desanimei, mesmo depois do acidente. A ajuda do pessoal do INSS foi importante porque eles me orientaram e deram um acompanhamento psicológico que foi fundamental’’.
Sevilha trabalhava no sítio do pai e não tinha um salário fixo. ‘‘O meu ganho era conforme a colheita’’. Agora, considera que tem um bom rendimento e mais segurança. O acidente aconteceu em março de 1993 e em dezembro do ano seguinte ele já usava uma prótese que facilita sua locomoção. ‘‘É claro que tenho dificuldades até aqui na loja, principalmente para carregar as caixas dos produtos, mas procuro ficar mais no atendimento ao cliente e no escritório’’. (L.P.)

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