Paulo Almeida, superintendente de Gestão de Sistemas da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), aponta que o número total de leitos do SUS diminuiu no Paraná devido à redução dos leitos de internação – os complementares, que são os de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), tiveram acréscimo nos últimos três anos, ao passarem de 1.603 para 1.780.

"Muitas perdas ocorreram em hospitais de baixa resolutividade, com menos de 30 leitos, em municípios de população reduzida. Existe uma política de valorização de leitos de maior qualificação (em hospitais regionais), como UTIs e em certas especialidades: neurologia, cardiologia", justifica Almeida. Ele argumenta que, apesar da redução de leitos, o número de internações no Paraná permaneceu estável.

O superintendente cita que uma série de investimentos para aumentar a oferta de leitos pelo SUS está em estudos, entre eles a construção dos hospitais da Zona Norte de Curitiba e da Zona Oeste de Londrina, além de ampliações em outros municípios, como Toledo e Telêmaco Borba.

Mauricio Marcondes Ribas, do CRM-PR, aponta que a valorização dos leitos complementares não precisa ser feita em detrimento dos leitos de internação. "Concordamos que precisamos de mais leitos de UTI, emergenciais. Mas há uma demanda de doenças menos graves, que podem ser tratadas em hospitais menores, e se há fechamento de leitos eles acabam faltando", afirma. (F.G.)

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