Servidores e docentes esperam dias melhores
PUBLICAÇÃO
sábado, 01 de setembro de 2001
De Londrina 
Para os presidentes da Associação dos Servidores da Universidade Estadual de Londrina (Assuel) e da Associação dos Docentes da UEL (Aduel), a instituição sofre do que eles classificam de ''privatização branca''. Isso porque a universidade cobra da comunidade usuária taxas e serviços prestados, além de estabelecer mensalidades para os cursos de pós-graduação.
Analisando três pontos nevrálgicos finanças, estrutura e política , o presidente da Assuel Itamar André Rodrigues do Nascimento diz que a universidade vem sendo vítima de uma ''política de sucateamento'' que se arrasta há mais de 10 anos, desde o
governo Álvaro Dias. Somado ao corporativismo, completa, o resultado foi a pior crise da história da UEL.
Nascimento também reclama da falta de estrutura no ambiente de trabalho, sobretudo no setor de obras e de manutenção. ''Muitos relatam a falta e a demora na reposição de uniformes e equipamentos de proteção em setores insalubres'', frisa.
Falando em política, ele avalia que as denúncias que estão sendo investigadas ''por um lado, trazem uma turbulência desagradável mas também renovam as esperanças e geram a expectativa de dias melhores''.
Já o presidente da Aduel, Evaristo Colmán, avalia que a universidade está sendo estrangulada pelo governo do Estado, que só cobre os gastos com a folha de pagamento da instituição. ''Hoje, faz-se negócios com a atividade fim da universidade''.
Além disso, Colmán destaca o problema da falta de autonomia. ''A rigor, a reitoria fica dependente e subordinada ao governo e isso escassa a democracia'', complementa. De acordo com ele, a dependência da universidade se manifesta, por exemplo, através de imposições oficiais como o Provão e os pacotes prontos de modalidades pedagógicas. ''No limite, vão acabar com a universidade pública'', finaliza. (L.A.)


