Senge diz que não há segurança para mudanças
O Sindicato dos Engenheiros do Paraná (Senge) questiona a atitute da ALL. Rasca Rodrigues, diretor do Senge, afirmou que uma decisão como essa, diante da realidade dos acidentes, causa estranheza. Rasca entende que no momento não existe segurança para mudanças dessa natureza, principalmente depois dos tantos acidentes.
Contudo, como explicou Rasca, o aumento da velocidade e do número de vagões não seria problema se houvesse uma realidade adequada de manutenção e qualificação. A velocidade poderia ser ainda maior, mas o comprometimento está na falta de manutenção, situação que acaba causando os acidentes, disse o engenheiro.
Se a malha estivesse devidamente conservada e tivesse manutenção de acordo com os pradrões exigidos pelos manuais ferroviários, a ALL poderia praticar velocidades ainda maiores. Citou como exemplo o trecho Apucarana/Ponta Grossa, que segundo ele, foi projeto para suportar velocidades acima de 100 km/hora.
No entanto, devido à deterioração da via e à falta de investimentos em manutenção, as velocidades projetadas inicialmente ficam impossíveis de serem praticadas, disse Rasca.(G.F.)





