SEM TRATAMENTO
''Sempre tive uma saúde muito boa. Começou com uma dor nas costas e no peito, poucos dias depois que saí da Repar'', afirma José Marcondes Portella da Luz. Sapateiro desempregado, ele trabalhou na retirada do óleo durante nove dias, entre 18 e 26 de julho do ano passado, ganhando diária de R$ 20,00 de segunda a sexta-feira e R$ 25,00 no final de semana. A empreiteira Econ Engenharia não o registrou. Sua família já gastou R$ 2 mil em tratamento. Hoje, a mulher de Luz, Josefa Marina dos Santos, 42 anos (com ele na foto), trabalha de diarista e vende roupas na vizinhança para sustentar o marido e os três filhos. Ganha R$ 400 mensais. Por falta de dinheiro, o operário abandonou a fisioterapia há cinco meses.





