Segurança se mostra frágil
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sábado, 16 de junho de 2001
De Curitiba 
A última rebelião evidenciou a fragilidade do governo diante dessas situações. Dias antes do motim, integrantes do PCC estavam vestidos com roupas da organização. Camisetas vermelhas e pretas eram exibidas junto com medalhões com as iniciais do Partido. Na ocasião, os agentes chegaram alertaram o chefe de segurança da PCE, Luiz César Cordeiro.
Porém, a maior falha aconteceu com a transferência de José Felício, o Géleia, para a PCE. Antes de ir para a PCE, ele deveria ser encaminhado para Brasília, onde haveria uma troca de presos. No entanto, ao descobrir que o preso transferido era o Géleia, o sistema penintenciário do Distrito Federal o recusou.
Geléia voltou ao Paraná e foi colocado diretamente no setor de convívio da PCE, considerado uma das alas mais tranquilas da penitenciária. Essa medida contrariou a regra básica da cadeia, que determina o isolamento nos primeiros dias. Além disso, o secretário de Segurança Pública José Tavares também havia determinado o isolamento.
Com o descumprimento da decisão, a Folha apurou que Geléia se reuniu com os outros integrantes do PCC, que já estavam na penitenciária. Foram precisos quatro dias para organizar a rebelião, que começou às 17h15 do dia 6 deste mês. Era a sexta de uma série de rebeliões e incidentes ocorridos em presídios do Paraná no último ano.
Histórico Por coincidência, o motim atual começou exatamente um ano depois que encerrou a primeira rebelião do ano passado, em 6 de junho de 2000, depois de 32 horas de tensão. Vinte dias depois, durante uma greve dos agentes penitenciários, os presos se rebelaram novamente. Em julho, foi a vez dos detentos do Presídio do Ahú, que fizeram um movimento durante 28 horas.
Em outubro, aconteceu o maior e mais violento dos motins. A rebelião começou no dia 8 e só teve fim no dia 13, com a transferência de 16 presos para penitenciárias do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rondônia. Em novembro, foi registrado mais uma pequena manifestação dos detentos da PCE. (I.R.)


