Arquivo FolhaSuely Zoss: desde 1995 o Paraná não registra contaminação com sangue coletado em unidades estaduaisOs riscos de contaminação através de transfusão de sangue são imprevisíveis. A afirmação é do secretário de Estado da Saúde, Armando Raggio. Depois da exoneração de Dalton Chamone da Coordenadoria de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde, na última sexta-feira, o secretário afirma que no Paraná o controle do sangue é feito com muito rigor.
‘‘Acredito que a demissão tenha sido por problemas de entendimento interno. Não existe nenhuma prova das 400 mil contaminações divulgadas. Esses números não são de autoria do Chamone’’, disse Raggio.
Ele reconhece que o Banco de Sangue Paraná da Santa Casa de Foz do Iguaçu foi interditado por irregularidades. ‘‘A Vigilância Sanitária está interditando os bancos que estão fora dos padrões, até que preencham as condições’’, afirmou.
Segundo a diretora do Hemepar, Suely Zanon Zoss, desde 1995 o Estado não registra qualquer tipo de contaminação através de transfusão de sangue coletado e distribuído pelas unidades estaduais.
Existem no Paraná 22 bancos de sangue estaduais e outros 13 privados. ‘‘O índice admissível de contaminação será zero só se não ocorrer transfusão. Não podemos descartar a possibilidade de doenças ainda não conhecidas, mas as que mais contaminam são a hepatite C e a Aids, e para essas o controle é total’’, argumenta Suely.
Segundo Suely, as unidades de coleta de sangue passam diariamente por um controle de qualidade interno e, uma vez por mês, por um externo, a cargo da Sociedade Brasileira de Hematologia e Hemoterapia e do Controle de Qualidade Panel. ‘‘Enviamos às duas entidades o material que analisamos, e eles devolvem os resultados, que comparamos com os nossos. Assim, somos testados rigorosamente’’, afirmou. Além disso, o Hemepar está lançando um projeto de gestão da qualidade para obtenção do Certificado Internacional ISO 9004.

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