Secretário nega contaminação
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segunda-feira, 06 de outubro de 1997
Curitiba 
Arquivo FolhaSuely Zoss: desde 1995 o Paraná não registra contaminação com sangue coletado em unidades estaduaisOs riscos de contaminação através de transfusão de sangue são imprevisíveis. A afirmação é do secretário de Estado da Saúde, Armando Raggio. Depois da exoneração de Dalton Chamone da Coordenadoria de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde, na última sexta-feira, o secretário afirma que no Paraná o controle do sangue é feito com muito rigor.
Acredito que a demissão tenha sido por problemas de entendimento interno. Não existe nenhuma prova das 400 mil contaminações divulgadas. Esses números não são de autoria do Chamone, disse Raggio.
Ele reconhece que o Banco de Sangue Paraná da Santa Casa de Foz do Iguaçu foi interditado por irregularidades. A Vigilância Sanitária está interditando os bancos que estão fora dos padrões, até que preencham as condições, afirmou.
Segundo a diretora do Hemepar, Suely Zanon Zoss, desde 1995 o Estado não registra qualquer tipo de contaminação através de transfusão de sangue coletado e distribuído pelas unidades estaduais.
Existem no Paraná 22 bancos de sangue estaduais e outros 13 privados. O índice admissível de contaminação será zero só se não ocorrer transfusão. Não podemos descartar a possibilidade de doenças ainda não conhecidas, mas as que mais contaminam são a hepatite C e a Aids, e para essas o controle é total, argumenta Suely.
Segundo Suely, as unidades de coleta de sangue passam diariamente por um controle de qualidade interno e, uma vez por mês, por um externo, a cargo da Sociedade Brasileira de Hematologia e Hemoterapia e do Controle de Qualidade Panel. Enviamos às duas entidades o material que analisamos, e eles devolvem os resultados, que comparamos com os nossos. Assim, somos testados rigorosamente, afirmou. Além disso, o Hemepar está lançando um projeto de gestão da qualidade para obtenção do Certificado Internacional ISO 9004.


