Existem técnicas que não interferem diretamente no desenvolvimento biológico, mas visam melhorar o conforto do prematuro e, consequentemente, uma recuperação menos sofrida. Entre elas está a colocação do bebê em um pano - formando uma espécie de rede - no interior da incubadora. Há dois anos o Hospital Evangélico retomou o método - que assemelha-se ao movimento intra-uterino - realizado com bebês pequenos antes de irem para o canguru.
Segundo a enfermeira da UTI neonatal, Regina Pini, os bebês ficam mais calmos na rede, considerando que o local é estressante devido ao funcionamento 24 horas e à própria condição. ''Alguns param de chorar imediatemente quando envoltos pelo pano e embalados pelo movimento'', afirma. A maleabilidade do tecido permite ainda o relaxamento do corpo muito mais que no colchão. ''Às vezes passamos por eles e estão com os braços e pernas para fora de tão confortáveis.''
Outra técnica que a equipe médica do hospital preza é a estimulação à sucção e aleitamento materno precoce. Para isso, incentivam a amamentação no peito o quanto antes. De acordo com a fonoaudióloga Rosa Marta de Carvalho, mais do que alimento, mamar proporciona o desenvolvimento dos músculos da face. ''Quando o bebê mama no peito, faz cerca de 3,5 mil movimentos, contra apenas 1,5 mil na mamadeira.''
Como o prematuro tem mais dificuldades em sugar o leite, os pais são orientados a usar a técnica da ''sucção não nutritiva'' com os dedos. ''Coloca-se uma seringa com leite ou molha-se o dedo no leite materno. Com alguns movimentos é possível treinar o cérebro e a musculutura para que o bebê desenvolva rapidamente a habilidade de mamar no peito e não na mamadeira'', resume a profissional.

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