SAÚDE - Empresas podem custear remédios
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domingo, 27 de janeiro de 2013
Marian Trigueiros <br>Reportagem Local 
Os custos das empresas com a saúde do funcionário apresentaram crescimento de 155% entre os anos de 2003 e 2011, principalmente em relação às internações dos funcionários. Os dados são de uma pesquisa realizada pela consultoria de recursos humanos Mercer Marsh, com 342 empresas brasileiras. Percebendo esse custo a mais, companhias têm investido em ações de prevenção e gestão da saúde para que não cheguem a esse ponto, já que um afastamento acarreta em inúmeros prejuízos a ambas as partes.
Diante disso, além do subsídio aos planos de saúde empresariais, as companhias começaram a oferecer também programas de benefícios relacionados à saúde, entre eles, o Programa de Benefício em Medicamentos (PBM). Diretor da Associação Brasileira das Empresas Operadoras de PBM, Pierre Schindler, diz que a iniciativa visa diminuir o abandono de tratamentos com medicamentos. ''Muitos funcionários não continuavam o tratamento por falta de recursos financeiros próprios, acarretando recaídas das doenças.''
De acordo com Schindler, há duas formas das empresas participarem do PBM: desconto em folha de pagamento e subsídio de até 100% do medicamento. ''As grandes, em geral, dão o auxílio na compra. A média é de 55%. Já as menores oferecem a possibilidade da compra a ser paga com o salário do mês seguinte. Nesta, porém, o valor é pago integralmente pelo funcionário'', explica. Os medicamentos podem ser adquiridos na rede de farmácias credenciadas. Conforme levantamento da entidade, das 120 empresas que já subsidiam a compra de remédios, grande parte afirmou que os gastos com o custo de cobertura dos planos de saúde diminuíram consideravelmente.
O diretor comenta que o programa foi implantado no Brasil no final da década de 1990. Mas em países como os Estados Unidos já existe há mais de 40 anos. ''O número de pessoas beneficiadas é muito grande. Cerca de 80% dos medicamentos vendidos nos EUA passam pelo PBM.'' Por ainda ser pouco difundido no Brasil, o subsídio contempla atualmente apenas 2 milhões de pessoas. Entretanto, para Schindler, o número deve triplicar em 2013. ''O atual cenário positivo da economia brasileira faz com que os benefícios sejam mais um elemento para atrair e reter os talentos na empresa. Esperamos chegar a 6 milhões de beneficiados ao final deste ano'', planeja.
Segundo ele, o benefício de medicamentos é o terceiro mais utilizado no mês pelos funcionários das empresas, com 30% de participação. Fica atrás somente do vale-refeição e dos planos de saúde, estes com 35% de utilização. ''O BPM é fundamental para os que possuem planos privados, pois estes correspondem a apenas 2% do consumo do Programa Farmácia Popular'', diz o diretor, complementando que todo o benefício, além de aumentar as chances do funcionário continuar o tratamento, reduz o nível de absenteísmo e aumenta a produtividade. ''O funcionário saudável rende mais e falta menos.''



