Satisfação com a escola pública
A médica veterinária e doutoranda da Universidade Estadual de Londrina (UEL) Raquel de Arruda Leme e o marido sempre foram defensores da escola pública, mas quando os filhos estavam na idade de frequentar o maternal, o casal teve que optar pelo ensino privado porque não havia Centro de Educação Infantil (CEI) próximo à residência da família. Há três anos, porém, Luiza, de 10 anos, e João Pedro, de 8, foram matriculados na Escola Municipal Norman Prochet. A família não tem do que reclamar.
A instituição é uma das que receberam melhor avaliação (7,5) no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), em 2010, e segundo a veterinária, ali os filhos têm acesso a oportunidades que não teriam em instituições particulares. Como exemplo, ela cita um projeto de musicalização desenvolvido na escola por alunos e professores da UEL.
Além dos aspectos relacionados ao conteúdo pedagógico, Raquel destaca a possibilidade de os filhos conviverem com crianças de uma realidade mais próxima da sua e crescerem livres de preconceitos. Por outro lado, possíveis carências na aprendizagem que podem acontecer também nas escolas particulares - são supridas com muita atenção por parte dos pais. "Estamos sempre de olho, procuramos esclarecer as dúvidas, estimulamos a leitura. Também procuramos nos envolver com o dia a dia da escola e colaborar ao máximo, dentro das nossas limitações", diz Raquel, que faz parte do Conselho Escolar.
A receita da família para não extrapolar os gastos com os filhos inclui muita parcimônia e um olhar cuidadoso sobre os modismos. "A Luiza ganhou o primeiro celular agora, aos 10 anos, apenas para que possamos monitorá-la em algumas situações. O aparelho não é levado para a escola, e ela também não tem tablet, como algumas garotas da mesma idade", conta Raquel. A veterinária explica que a família sempre põe na balança o custo e a real necessidade, quando pensa em adquirir um novo bem. Além disso, há uma grande preocupação em ensinar os filhos a consumir apenas o que é realmente necessário e a abrir mão daquilo que não precisam mais. "Percebemos que eles estão crescendo com esta consciência", comemora a mãe. (S.L.)





