Sarney Filho apresenta avanços obtidos no País
A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 80% das doenças ocorridas no mundo poderiam ser evitadas com a implantação de um simples projeto de saneamento básico nos países mais pobres. Este índice também é o mesmo apontado pelo Ministério da Saúde no Brasil, que calcula ainda uma economia de R$ 5,00 nos tratamentos realizados em hospitais e clínicas do país para cada R$ 1,00 investido no tratamento de água.
Estes dados confirmam a importância sócio-econômica da preservação dos mananciais. O 4º Diálogo Interamericano de Gerenciamento de Águas, que começa hoje e segue até quinta-feira, tratará principalmente do gerenciamento de águas nas cidades, da valorização econômica e da participação da sociedade na gestão dos recursos hídricos. A abertura será às 19 horas e contará com a presença do ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filho.
Ele deve apresentar aos participantes detalhes sobre os benefícios conseguidos com as mudanças no Código das Águas, criado em 1934. Entre os principais avanços estão a extinção do domínio privado da água (em outubro de 1998) e a criação da Agência Nacional das Águas, implantada no ano passado por meio da Lei Federal 9.984.
A partir de amanhã, começa a maratona que inclui mais de 100 palestras e debates. Entre os objetivos do encontro está a tentativa de consolidar as determinações da Agenda 21 da Organização das Nações Unidas (ONU) e também as diretrizes da Eco-92, sediada no Rio de Janeiro. Os ''diálogos'' se iniciaram em 1993 nos Estados Unidos e seguiram na Argentina em 1996. Durante o último encontro, realizado há dois anos no Panamá, um dos principais temas discutidos foi a educação ambiental e o desenvolvimento de uma ''cultura popular'' para o uso racional da água. Enquanto países árabes travam guerras civis na disputa de raríssimas fontes d'água, o Brasil registra um índice de desperdício que ultrapassa 36%. (E.D.)





