Para a Sanepar, falta informação e transparência dos órgãos que estão investigando a qualidade da água da empresa. ‘‘Fazemos monitoramento constante da distribuição e encaminhamos o resultado à Secretaria Estadual de Saúde’’, declara o gerente de produção da Sanepar, Agenor Zarpelon. Ele explica que esse resultado fica à disposição do público e que a secretaria – responsável por verificar se a água distribuida está em boas condições – nunca notificou a Sanepar quanto ao problema.
Zarpelon garante ainda que o fenômeno que causou a proliferação de algas nos últimos meses, resultando em alteração do odor e gosto da água, é natural. Aponta as condições climáticas e as características dos reservatórios como os principais fatores que contribuíram para o desenvolvimento acelerado das algas nos reservatórios. ‘‘Esse não é um problema da Sanepar, é um problema do Brasil’’, aponta.
Na Represa do Iraí, a justificativa da empresa é que a área é vulnerável. Por causa da estiagem do ano passado, esclarece, o enchimento sofreu atraso. ‘‘E o solo ficou propício para a formação de algas, concentrando muitos nutrientes.’’ Zarpelon é categórico ao afirmar que essa formação é natural e não foi ‘‘provocada’’. A Represa do Iraí tem capacidade para armazenar 58 milhões de metros cúbicos de água e abastece cerca de um milhão de pessoas.
A Sanepar também culpa a estiagem pela floração de águas na Represa do Passaúna. Segundo a empresa, o volume de água ficou comprometido no ano passado, quando a represa apresentou redução de 40% do volume útil. ‘‘E em função disso, houve concentração de nutrientes que alimentam as algas.’’ A represa abastece as regiões Oeste e Sul de Curitiba, além do município de Araucária e tem capacidade para armazenar 48 milhões de metros cúbicos de água.
A única represa que não apresentou problemas até o momento foi a de Piraquara, inaugurada em 1978. A represa tem capacidade para armazenar 23 milhões de metros cúbicos de água. (K.M.)

mockup