Em nota emitida após contato da reportagem da FOLHA, a Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (ABIA) afirmou possuir um diálogo estreito com as empresas associadas, que representam 70% do faturamento do setor alimentício do País, no compromisso de reduzir o teor de sódio dos alimentos industrializados, além de promover a conscientização da população para hábitos alimentares mais saudáveis. "Um exemplo disso é a retirada de 230 mil toneladas de gorduras trans das prateleiras em 2009 e de 28,5 mil toneladas de sódio até 2020", diz o texto.

A nota alerta ainda que o consumo excessivo de sódio é um dos fatores para o avanço das doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) e se tornou prioridade para as autoridades públicas de saúde visando garantir a qualidade de vida da população brasileira. "A ABIA entende que a redução do sódio nos alimentos industrializados contribui para a diminuição dos níveis da pressão arterial, além de gerar vários impactos positivos nas taxas de doenças cardíacas, renais, bem como na redução nos custos das DCNT aos governos."

O documento destaca que, nos últimos sete anos, a ABIA e o Ministério da Saúde trabalham em conjunto para promover a alimentação saudável, equilibrada e nutricionalmente adequada, com destaque para o Acordo de Cooperação Técnica firmado em 2007 que prevê a adoção de estratégias para reduzir gradativamente os teores de sódio em 35 categorias de alimentos até 2020, o que permitirá ao País atender a recomendação da Organização Mundial da Saúde(OMS) para que os brasileiros consumam até cinco gramas de sal por dia, até 2020.

"Porém, a maior quantidade de sódio ingerida pelos brasileiros está no sal adicionado nas cozinhas e à mesa. De acordo com o estudo "Cenário do consumo de sódio no Brasil", elaborado pela ABIA com base em dados do IBGE, 59,7% do sódio é consumido nos domicílios, além de 11,8% na alimentação fora do lar e 4,7% dos contidos nos alimentos in natura, totalizando 76,2% do sódio consumido. A indústria de alimentos industrializados representa apenas 23,8% deste consumo e reconhece o seu papel para garantir a redução da quantidade do mineral nos alimentos processados", esclarece. (C.A.)

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