Percorrendo-a desde Curitiba, o governador entregou a rodovia ao tráfego em 18 de julho e a inauguração, no dia 25, atraiu 20 mil pessoas ao longo dos trechos mais próximos do local da solenidade, conforme reportagem da Folha de Londrina de 27 de julho de 1965. Por volta das 15 horas, o presidente da República, marechal Humberto de Alencar Castelo Branco, descerrou a placa inaugural, presentes o embaixador dos Estados Unidos, Lincoln Gordon, e o ministro dos Transportes, general Juarez Távora, entre outras personalidades.
Discursaram o presidente, que distinguiu na "grande diagonal rodoviária", que inaugurava, "um tipo de política moderna, de cogitações econômicas, de uma nova época e de aspectos sociais que visam o bem comum"; e o governador, Ney Braga. "Esta rodovia é uma espécie de superestrada destinada a provocar decisivo impacto em toda a estrutura social e econômica do Paraná", afirmou Ney, depois de enaltecer a Aliança para o Progresso.
Mas, quase simultaneamente à inauguração da rodovia, o governo federal anunciou que iria "reformular o Programa de Racionalização e Diversificação Econômica das Zonas Cafeeiras". Ante "a necessidade de contingenciar a produção de modo a ajustá-la às reais possibilidades do mercado", o Conselho Monetário Nacional autorizou "a aplicação de 10 milhões de cruzeiros do Fundo de Defesa do Café nos municípios do Paraná que ainda não tenham sido beneficiados pelo Programa".
Paralelamente, o governo estadual estabelecera diretrizes considerando uma economia em transição, "saíamos da monocultura cafeeira para a policultura e a agroindústria", segundo Ney. "Achávamos que não havia futuro na monocultura cafeeira e que os grandes estoques eram uma bomba-relógio nas mãos do governo."

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