Embora tenha aumentado sua participação no Produto Interno Bruto (PIB) em 17%, o Noroeste ainda tem um PIB per capita (PIB total dividido pelo número de habitantes) baixo. Eram R$ 17.530 em 2012. O PIB per capita mais alto é o da Região Metropolitana de Curitiba (RMC), que chegava a R$ 32.680. Na sequência, vem a mesorregião Oeste, com R$ 23.780, e a Centro Oriental, com R$ 21.510. Apesar de ter o segundo maior PIB do Estado – R$ 41,1 bilhões –, o Norte Central tem apenas o quarto maior per capita: R$ 21.340.

Os PIBs per capita dos 399 municípios paranaenses em 2012 variavam de R$ 7.170 a R$ 108.090. Nem sempre o indicador tem a ver com a economia real do município. Entre as cidades com per capita mais alto está, por exemplo, Saudade do Iguaçu (perto de Cascavel). Com R$ 68.940, o município recebe royalties de Itaipu, por causa da inundação de áreas pela hidrelétrica. O PIB per capita de lá é o dobro do de Curitiba (R$ 33.290). Já o mais baixo do Estado, de R$ 7.170, é o de Diamante do Sul – também próximo a Cascavel.

No Norte Central, o PIB per capita varia de R$ 9.630, em Sarandi, na Região Metropolitana de Maringá, a R$ 56.390, em Santo Inácio. Maringá tem um PIB proporcional de R$ 27.890; Ibiporã, de R$ 26.800; e Londrina, de R$ 24.870.

Embora tenha perdido participação no PIB estadual e conte com cidades muito pobres, o Norte Pioneiro mantém alguns municípios com bons indicadores. O per capita de Sertaneja, por exemplo é de R$ 35.320. O de Salto do Itararé, de R$ 24.650. Na outra ponta, quatro municípios da mesorregião, Ribeirão do Pinhal, Abatiá, Jaboti e Nova Santa Bárbara, têm PIB per capita abaixo de R$ 10 mil.

Para o economista da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Roberto Zurcher, o Norte Pioneiro é uma mesorregião "que ficou esquecida". "Não recebeu nenhum dos investimentos mais recentes, que se concentram na região de Ponta Grossa", avalia.

Apesar disso, ele acredita que o mapa da produção da riqueza no Paraná irá mudar muito nos próximos anos. "Todas as políticas do governo estão voltadas para levar novos investimentos para o interior. Não queremos virar uma São Paulo", ressalta. Zurcher diz esperar que o Norte Pioneiro também seja contemplado com novos investimentos.

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