Revendedores criam associação
PUBLICAÇÃO
sábado, 18 de agosto de 2001
Gilmar Agassi<BR>De Cascavel 
Um grupo de revendedoras de Cascavel se uniu para formar uma associação que será responsável pela adequação das exigências da lei federal que regulamenta a destinação das embalagens. Entre as exigências, está a tríplice lavagem que deve ser feita antes da embalagem ser entregue no posto de recebimento.
A lei entrará em vigor somente em maio de 2002, porém, as revendedoras decidiram iniciar o processo antes para não serem surpreendidas no futuro. O engenheiro agrônomo Gilmar Dornelles faz parte da associação e explica que há mais de um ano estão se preparando para as mudanças.
A princípio, a associação vai reunir cerca de 35 empresas de Cascavel, mas a intenção dos membros é convocar todos os revendedores da região para participar. De acordo com Dornelles, a associação terá uma área específica para o armazenamento das embalagens, porém enquanto a infra-estrutura não fica pronta, os frascos continuarão a ser levados ao aterro sanitário, que já recebe estes recipientes desde o lançamento do programa Terra Limpa.
Atualmente, o sistema de coleta e armazenamento das embalagens vazias de defensivos agrícolas é realizado pelo poder público, que gasta cerca de R$ 8 mil por mês para manter o programa. Apesar desse gasto, dados da secretaria de Meio Ambiente atestam que apenas 50% do total de embalagens são efetivamente recolhidas no aterro.
Para o secretário municipal de Meio Ambiente, Paulo Carlesso, falta um programa mais intenso de conscientização do agricultor, que em alguns casos continua jogando o recipiente debaixo de galpões. Ele completa que outra situação que preocupa é que mais da metade da capacidade do aterro de Cascavel já está esgotada.
Antes de levar a embalagem à sede da associação, o produtor deverá realizar a tríplice lavagem. Em poder da associação, os recipientes serão prensados ou triturados e depois recolhidos pela Associação Nacional dos Produtores de Defensivos Agrícolas.


