Reportagens da FOLHA registram demandas
Reportagens recentes da FOLHA mostraram alguns dos desafios da segurança pública do Paraná para os próximos anos. No último dia 3, a manchete do jornal mostrou que Campina Grande do Sul, na Grande Curitiba, e Tamarana, na Região Metropolitana de Londrina, apareceram entre as 30 cidades brasileiras com maiores taxas de homicídios em 2012 em pesquisa do Centro Brasileiro de Estudos Latino-Americanos.
Em 29 de maio, a FOLHA informou que faltavam delegados em 53 comarcas paranaenses, o que obrigava profissionais a acumular funções e comprometia o trabalho de investigação de crimes. No dia 12 do mesmo mês, a manchete noticiava deflagração de greve na Polícia Civil depois que um policial foi morto durante fuga de presos na Delegacia de Colombo (Região Metropolitana de Curitiba). O fechamento das carceragens em todas as delegacias do Estado é reivindicação antiga da categoria.
Em 24 de março, outra notícia preocupante: números da Polícia Federal provaram que o Estado se firmou como rota do tráfico de cocaína nos últimos anos, já que a participação do Paraná no total de apreensões da droga pela corporação passou de 4,28% do total do País no quinquênio 2004-2008 para 9% entre 2009 e 2013. Em 22 de novembro do ano passado, a FOLHA apresentou estudo que demonstrava que o número de vítimas em acidentes de trânsito do Paraná aumentou 34,5% entre 2001 e 2011, enquanto nos vizinhos Santa Catarina (alta de 28,2%) e Rio Grande do Sul (16,9%) os crescimentos foram menos expressivos.
Em contraponto, uma matéria publicada em 6 de abril deste ano mostrou uma boa notícia, que indicava um caminho a ser seguido: dados da Sesp mostraram que em 138 (34%) dos 399 municípios paranaenses não foram registrados assassinatos em 2013. Em 2012, haviam sido 133 cidades na mesma situação. A Divisão de Polícia do Interior enfatizou que o diálogo das comunidades locais com as forças de segurança foi decisivo para o resultado. (F.G.)





