Medicamentos contra impotência e emagrecedores são os mais procurados pelos internautas que visitam a página das Farmácias Vale Verde (www.vverde.com.br). Produtos da moda como o Viagra e o Xenical têm boa saída pela Internet e fazem com que o valor médio da fatura na compra eletrônica seja maior do que na venda de balcão. O site não comercializa remédios com venda controlada (quando a receita médica fica retida na farmácia).
Esses medicamentos, embora não integrem os de venda controlada, precisam de acompanhamento médico (para que seja estipulada a dosagem correta) e de receita para serem comercializados.
De acordo com a diretora administrativa da rede de farmácias, Miriam Rose Augusto (foto acima), o site da Vale Verde existe desde final de 99 e recebe uma média de 12 pedidos por semana. ‘‘Internet é coisa de futuro, o volume de vendas é muito pequeno mas as farmácias não podem ficar de fora’’, argumenta.
Miriam diz que conhece a posição contrária do Ministério da Saúde sobre venda pela Internet, mas argumenta que não há legislação específica que restrinja esse tipo de comercialização. ‘‘Nos preocupamos com a ética e o nome da empresa e acho que deve ter uma legislação porque isso ajuda os bons comerciantes’’.
Uma preocupação do site da Vale Verde, destacada por Miriam, foi não disponibilizar um bulário dos medicamentos e nem fazer indicação de remédios. A diretora administrativa também garante que há sempre um farmacêutico de plantão para esclarecer eventuais dúvidas dos internautas.
Outra característica da venda online de medicamentos é que o valor médio da compra é maior do que quando o cliente vai até a farmácia. Por isso, Miriam afirma que a intenção da rede é ampliar os serviços oferecidos no site. (L.A.)

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