Reimplante do coração deve ser simultâneo à retirada
A acomodação e o transporte dos órgãos exige tratamento especial para a conservação das células.
Esse cuidado determina também o tempo disponível para o reimplante. O coração precisa ser transplantado quase que simultaneamente à retirada. O tempo limite é de quatro horas.
O fígado exige esse mesmo tempo, mas se for acomodado em meios de conservação importados pode esperar 16 horas. Já a reimplantação de um rim pode ocorrer até 36 horas após a retirada e as córneas até sete dias.
Quanto mais cedo ocorrerem os transplantes menores serão os riscos de rejeição, destaca a coordenadora da Regional Norte, Elza Lara Rezende.
Todos os órgãos passam por exames de sorologia para garantir a ausência de doenças infecto-contagiosas. Para as cornéas, explica Lara, não há necessidade de exames de compatibilidade.
Por isso, o receptor é sempre o primeiro da fila. Já os demais órgãos exigem outros testes. Para o coração, além do tipo de sangue, é preciso haver uma relação entre peso e altura do doador e do receptor (nunca superior a 20%).
No rim, destaca Lara, a exigência é maior. É preciso o mesmo tipo de sangue e a determinação de uma identidade entre doador e receptor através de um teste chamado de HLA (Antígeno Leocostário Humano).
Após este teste há ainda a prova cruzada final, o crossmatch, que determina os índices de rejeição. A coordenadora da Regional Norte ressalta que o tempo em que o paciente está relizando hemodiálise provoca uma hipersensibilização que pode alterar essa identidade.
A doação de órgãos só não pode ser feita por pessoas com câncer ou portadores de doenças como hepatite, chagas, sífilis e HIV. (C.G.)





