Reflexo para consumidor ainda é tímido
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sábado, 14 de abril de 2001
Luciano Augusto De Londrina 
O resultado recorde da supersafra deste ano ainda não chegou aos lares paranaenses. Os preços dos produtos nos supermercados continuam praticamente inalterados e não baixaram tanto quanto podiam. O consumo, consequentemente, se mantém estável.
O presidente da regional norte da Associação Paranaense dos Supermercados, (Apras), Ademar Vedoato, apontou que ainda não há uma influência positiva para o consumidor, o que deve acontecer somente dentro de cerca de 20 dias.
Mesmo assim, os supermercadistas aguardam com esperança e otimismo os resultados da supersafra na economia. Dependemos do setor e, dentro da realidade esta é uma das melhores notícias, pois todos podem ganhar mais, analisou Vedoato.
O gerente comercial do Carrefour-Londrina, Marco Aurélio Alcolezi, informou que a margem de redução dos preços das indústrias, por enquanto, ficou entre 2% e 5%, o que é muito pouco para o consumidor. Isso indica que, por enquanto, quem mais lucrou foi a indústria, beneficiada pelos baixos preços dos grãos.
O vice-presidente da Associação Londrinense de Empresários Supermercadistas (Ales) e diretor da Associação Brasileira, Umberto Tomioto, também reclama a super produção de grãos ainda não chegou a interferir nos preços. A safra não está sendo desovada e isso reflete no bolso do consumidor que não vê os preços baixaram na prateleira. Quando tem uma safra boa de soja, temos preços mais estáveis. Nesse ano, essa diferenciação ainda não houve, lamenta Tomioto.
Segundo o representante dos pequenos e médios supermercadistas da região, a caixa de óleo de soja, por exemplo, que chegou a custar R$ 14,90 em fevereiro, hoje varia de R$ 18,90 à R$ 19,50 (cotação da última semana). Os fornecedores alegam que não estão conseguindo exportar o farelo e a torta de soja, que acumulam nos silos. Se a indústria conseguir exportar este produtos para servir de alimento animal, conseguimos resolver o problema dos derivados.
O vice-presidente da Ales disse que houve promoções somente com a margarina, mas que os preços já estão voltando aos patamares de antes. O trigo teve variação para maior de 5%, pressionado pela alta do dólar.
A expectativa é que os preços comecem a se retrair em março, quando são fechadas as negociações de acordos coletivos de trabalho e os contratos de exportaçãos são efetivados.


