O vigilante Julio Benatti, de 25 anos, e a esposa dele, a vendedora Quezia Morais Benatti, de 27, eram pais do pequeno Lorenzo, de 3, e estavam à espera de Samuel, atualmente com 3 meses, quando foram surpreendidos por uma triste notícia. Diagnosticada com câncer no colo do útero, Quezia teria que antecipar o nascimento do bebê para retirar o útero e iniciar o tratamento. O planejado foi cumprido, mas, por complicações decorrentes de algumas cirurgias a que foi submetida, Quezia precisa se recuperar para iniciar o tratamento contra o câncer.
Enquanto aguarda, alimenta o desejo de ir para casa em sistema de internação domiciliar, o que permitirá que permaneça com a família. Julio, atento aos desejos da esposa, não desistiu enquanto não conseguiu todas as condições para atendê-los. Religioso, começou uma campanha pela internet pedindo orações para Quezia, e em pouco tempo se surpreendeu quando a ajuda extrapolou o campo espiritual. "Consegui o básico que precisamos para trazê-la, tudo através de doações. Gente do mundo inteiro abraçou a causa e uma pessoa se ofereceu inclusive para bancar por três meses um auxiliar de enfermagem", emociona-se, lembrando que o apoio e as palavras de conforto de pessoas até então desconhecidas dão força e serenidade para ele enfrentar o período de doença da esposa.
"Num momento de tanta tristeza, eu esperava que as pessoas fossem se afastar, mas aconteceu justamente o contrário", diz. A repercussão de um simples pedido de oração no Facebook foi classificada por ele como "inacreditável" diante de tantas manifestações de boa vontade e solidariedade.
Atualmente, ele conta com o apoio da mãe para cuidar da casa e das duas crianças, mas sempre tem oferta de ajuda para dar conta das obrigações do dia a dia. "Ganhei uma bolsa integral para o berçário do mais novo e uma vizinha se ofereceu para levar e buscar os dois na escola", relata ele, que passa muito tempo envolvido com a esposa no hospital.
Casados há cinco anos, Julio e Quezia planejavam voltar para a Inglaterra, onde moraram por um ano, por acreditarem que o país oferece mais qualidade de vida. Diante de tantas manifestações de solidariedade, porém, ele admite que mudou de ideia. "Mudei minha percepção sobre os seres humanos e sobre o Brasil. Fico muito feliz de perceber que as pessoas estão disponíveis para ajudar", diz. (C.A.)
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Serviço
Quem quiser colaborar com a família de Julio e Quezia pode procurá-lo no Facebook como Julio Benatti

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