Mesmo com os excelentes resultados alcançados na safra 2000/2001, o produtor ainda não desovou toda a sua produção e espera por um momento mais compensador. O resultado é que o dinheiro que viria do agricultor ainda não começou a circular e o comércio aguarda para que isso aconteça tão logo os preços dos grãos melhorem de preço.
A Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil) comemora o bom desempenho dessa safra. ‘‘Não só em Londrina mas em toda a região, esse é o principal fator de geração de riqueza’’, lembra o presidente da Acil, George Hiraiwa, citando como exemplo o grande giro de negócios alcançado durante a 41ª Exposição Agropecuária de Londrina, na semana passada. Mas também lamenta que com o preço ruim pago ao produtor haverá menos dinheiro sendo despejado no mercado.
Ele aponta que a tendência é que o dinheiro da safra comece a circular a partir deste mês e os negócios comecem a ser efetivados de fato. Hiraiwa, entretanto, não soube informar qual é o giro financeiro proporcionado pela safra. De acordo com ele, os recursos originários da agricultura é diluído em praticamente todos os setores da economia, tanto no comércio varejista como no segmento de bens móveis e imóveis.
Nas revendas de veículos importados, o produtor, por enquanto, está apenas ‘‘namorando’’ os veículos mas poucas vendas foram efetivadas de fato. As concessionárias esperam a melhora de preço dos grãos para que o setor reaja, principalmente, em relação aos utilitários. No segmento de importados usados, o momento também é de espera. O gerente comercial da revenda Toyopar, Moacir Nunes, exalta as qualidades ‘‘desse consumidor que paga a vista e representa liquidez certa’’.
Outro bom termômetro são as construtoras e imobiliárias. O diretor da Plaenge Planejamento, Engenharia e Construções, Fernando Dores Fabian, afirma que as vendas já aumentaram 20% desde o início da comercialização da safra de grãos. Ele aponta que o maior interesse é para imóveis de alto padrão e ainda na planta, onde o produtor dá um sinal de entrada e dilui o restante em parcelas. ‘‘A compra do imóvel na planta está muito ligada ao otimismo ou pessimismo do produtor’’, explica Fabian. Já nas imobiliárias, por enquanto, é grande o movimento de procura dizem os corretores. ‘‘O produtor procura o imóvel como uma forma de investimento seguro’’, lembra o corretor imobiliário Raul Fulgêncio.

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