Em Londrina, a exemplo da maioria das cidades do país, faltam serviços públicos de atendimento ao paralisado cerebral. O neurologista pediatra Aparecido José Andrade confirma a dificuldade de muitas famílias carentes para cuidar de seus filhos que apresentam a doença.
Segundo o neurologista, como o tratamento particular é caríssimo, muitos buscam os serviços de escolas públicas especializadas que não conseguem atender a demanda.
''O atendimento nestas escolas é extremamente limitado devido ao grande número de crianças que precisam do serviço e a verba ínfima do governo'', afirma.
O médico explica que a reabilitação do paralisado cerebral é lenta e exige tratamento contínuo com oftalmologista, ortopedista, neurologista, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional, psicólogo.
No Brasil, segundo Andrade, não há estatísticas de quantas pessoas apresentem paralisia cerebral. Nos EUA, para cada mil, 5,9 apresentam a doença. Inglaterra e Suíça este percentual é de 1%. ''No Brasil com certeza o índice é muito maior'', afirma o neurologista. (EP)

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