A ‘‘Comunidade Negra do Sutil’’ está sendo representada em uma exposição no Museu da Imagem e do Som, em Curitiba. O cotidiano das pessoas da comunidade é mostrado nas fotografias de Fernanda Castro e textos da antropóloga Míriam Hartum, professora do Departamento de Antropologia da Universidade Federal do Paraná, que desenvolveu um estudo sobre a organização social da localidade.
A exposição tem a clara intenção de colocar a negritude em pauta. Fernanda reclama que ‘‘há uma invisibilidade do negro no Paraná, a começar por Curitiba’’, diz. O orgulho do paranaense fixou-se nos limites da etnia européia, esquecendo da contribuição dos negros na sociedade. Esse racismo velado resultou numa visão obtusa, contraditória.
Com esta mostra a fotógrafa dá início a uma série que pretende realizar futuramente, tendo o negro como tema. ‘‘É preciso que a gente fale, mostre a nossa importância, inclusive pelos caminhos da arte’’, afirma.
A exposição prossegue até o dia 25 de maio no Museu da Imagem e do Som, na Rua Barão do Rio Branco, 395, telefone (41) 232-9113, em curitiba. O museu abre de segunda a sexta-feira das 9 às 18 horas.

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