Os médicos e psicólogos entrevistados pela Folha são categóricos ao afirmar que o comportamento sexual das pessoas está diretamente relacionado à temáticas culturais, como a educação religiosa por exemplo. Questões como culpa ou uma educação sexual precária, baseada em preceitos religiosos extremamente rígidos, podem resultar em uma pessoa inibida sexualmente.
Questionado sobre o assunto, o padre Pedro Carlesso, do Tribunal Eclesiástico de Curitiba, diz que a igreja não é contra o desejo e o prazer, como muitas pessoas acreditam. O que o catolicismo condena, enfatiza, é a promiscuidade. Para ilustrar o tema, o padre se vale da Bíblia e do ‘‘projeto de Deus’’. Ele aponta que os homens foram criados sexuados justamente para procurar um parceiro. ‘‘Nenhum ser humano consegue viver sozinho. Quando isso acontece, ele reclama companhia’’, assegura. Para ele, as pessoas devem procurar prazer em todas os campos da vida.
Porém, o padre ressalta que a busca do prazer sexual não pode significar a exploração do outro. ‘‘É preciso harmonia nessa busca’’. Além disso, o padre lembra que homens e mulheres devem agir com responsabilidade, principalmente para prevenir doenças sexualmente transmissíveis e gravidez indesejadas.
Nesse caso, a proposta da igreja, ainda que gere polêmica e passe por antiquada, é singular: defende métodos naturais de prevenção de doenças e gravidez, e principalmente, a fidelidade. (K.M.)

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