Quando eles nascem, rechonchudos e rosados, não passa pela cabeça da maioria dos pais que aquele bebezinho fofo vai consumir, ao longo dos próximos anos, uma parte significativa da renda da família. Fraldas descartáveis, roupas, materiais de higiene, alimentos, escolas, cursos, viagens, plano de saúde, passeios, festas de aniversário, materiais didáticos, transporte e brinquedos são parte de uma lista de "necessidades" que só aumenta conforme passam os anos. Pesquisa realizada por Adriano Maluf Amui, presidente do Instituto Nacional de Vendas e Trade Marketing (Invent), aponta que tais despesas variam de acordo com a renda.

Enquanto uma família de classe A chega a investir R$ 2 milhões no filho até a idade adulta, a classe D, que ganha menos de R$ 2 mil por mês, totaliza modestos R$ 53 mil de investimento nos primeiros 23 anos de vida da prole. Especialistas ouvidos pela FOLHA alertam que a capacidade financeira não deve ser considerada como único critério para garantir o pleno desenvolvimento dos filhos.

A pesquisa da Invent, divulgada neste ano, foi realizada com mais de 350 pessoas distribuídas em diversas cidades brasileiras, incluindo capitais e interior.

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