Quando ocorre a morte cerebral
A morte encefálica ou cerebral, segundo o neurologista Luís Sidônio Teixeira da Silva, da Comissão Intra-hospitalar do Hospital Universitário, ocorre quando o paciente não apresenta nenhum sinal de funcionamento do Sistema Nervoso Central.
O paciente não respira, não reage a estímulos, fica com a pupila dos olhos dilatadas e fixas, não apresenta sinais de deglutição ou tosses. A comprovação pode ser feita através de alguns exames. No HU utiliza-se o eletroisoelétrico (eletroencefalograma) e a arteriografia. No eletro a comprovação ocorre quando as linhas cerebrais permanecem retas, ou seja, não há funcionamento algum.
Já a arteriografia mostra que a circulação sanguinea na cabeça não passa dos ossos do crânio. Sidônio comenta que em alguns países apenas o exame clínico do neurologista é aceito na determinação da morte cerebral. Quando não há vida no cérebro não há como reviver, garante. A parada cardíaca, completa Ivana Kaminski, da Central Estadual de Transplantes, nem sempre é imediata à morte cerebral e pode até levar alguns dias. Mas é difícil ultrapassar 72 horas. (C.G.)





