'Quando eu não gosto de um canal, eu mudo'
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sábado, 04 de outubro de 2014
Fábio Galão<br> Reportagem Local 
Por email, a FOLHA entrevistou o responsável pela página "Apoiamos Patrícia Moreira contra a hipocrisia do Politicamente Correto", mantida no Facebook. Ele disse que se chama Jeferson, tem 27 anos, mora no Rio de Janeiro e é advogado criminalista, mas preferiu não dar mais informações sobre sua identidade. "O Estado não tem condição de assegurar a minha segurança física", alegou.
Jeferson disse que o propósito da página é discutir o "politicamente correto" e o que chama de "marxismo cultural". "Quando o governo propõe a criação de medidas que beneficiem minorias, (isso) é denominado 'discriminação positiva'. Quando a população reage, é tachada de racista. Quando esquerdistas chamaram o (ex-)presidente do Supremo Tribunal Federal (Joaquim Barbosa) de 'macaco', nada aconteceu. A página mostra que a lei de racismo (sic) só vale contra o homem branco, porque esquerdista odeia o homem branco, a lei do racismo nunca se volta contra o esquerdista", argumentou. O suposto advogado prega que "esquerdistas" "incentivam o ódio racial, através do uso de cotas para negros".
Ele alegou que ser contra a miscigenação racial, postura pregada na página, não é racismo. "Instituir a criação de cotas raciais, instituir a 'discriminação positiva', isto não seria racismo? Afinal, uma raça está sendo diferenciada, e estão sendo oferecidos privilégios a ela. Se eles falam que raças não existem, por que apoiam cotas para negros? Por que a lei de racismo? A preservação racial não é e nunca foi racismo, o que esquerdistas querem é simplesmente deturpar isso, incentivando a miscigenação e destruindo toda a identidade racial. O livro de Charles Murray, 'A Curva do Sino', mostra porque a miscigenação é prejudicial e porque ela diminui o QI dos brasileiros. Ele foi perseguido apenas por dizer verdades, ciência nunca foi racismo, mas realismo", argumentou.
A respeito das considerações sobre homossexuais, a FOLHA perguntou a Jeferson se suas opiniões não configuravam preconceito e pregação de uma postura de confronto, que pode ser entendida como incitação ao crime - prevista no Código Penal.
Ele respondeu: "Ter uma posição de confronto é muito diferente de incitar um crime. Neste país, qualquer um que se define contra o homossexualismo (sic) é tachado de 'preconceituoso', 'homofóbico', 'fundamentalista'. Se for nessa lógica, o sujeito que não gosta de emos é 'emofóbico'." Em seguida, alegou que "os homossexuais sempre foram e sempre serão um grupo de risco". "Tanto são, que são impedidos de doar sangue. Deve-se perguntar porque homossexuais fazem questão de estar em toda campanha contra aids", disse Jeferson.
O suposto advogado disse que não teme processos ou tentativas de responsabilização penal por parte de pessoas insatisfeitas com a página. "Se elas estão insatisfeitas só porque não concordam, é simples, não acessem a página. Não estou pedindo para acessarem a página. Quando eu não gosto de um canal, simplesmente eu mudo. Quando o esquerdista não gosta, ele pede para tirar do ar", argumentou. Jeferson apontou que já recebeu notificações para dar fim à página. "Mas simplesmente dei risada e arquivei", disse. A própria Patrícia Moreira registrou ocorrência contra a página em uma delegacia de Porto Alegre.
Até a semana passada, as "curtidas" na página passavam de 6,5 mil. Jeferson descreveu que as manifestações de "apoio e confiança" o motivaram "a seguir em frente". "Pessoas de todas as raças (estão) me dando força, que não se submeteram ao coitadismo, que batem de frente com essas massas de manobra alienadas e barulhentas", garantiu.


