Os 84.452 estudantes das 72 escolas estaduais de Londrina vão encontrar salas de aula abarrotadas de alunos, professores desestimulados, falta de laboratórios e bibliotecas, dependências necessitando de reformas urgentes. Além destes problemas, já habituais, a redução da equipe pedagógica é apontada por alguns diretores como sendo o mais grave.
A carga horária de 120 horas mensais para orientador e supervisor foi reduzida para 100 horas, o que implicará na extinção do cargo de orientador, que passará a dar aulas. Demilson Parolin, diretor da Escola Estadual Benedita Rosa Rezende (na zona leste da cidade), afirma que ficará difícil tomar conta de tantos alunos –a escola tem 820– sem um orientador.
Com dinheiro dos pais de alunos, a escola está trocando vidros e carteiras quebrados, fazendo pintura no pátio e trocando lâmpadas. Os estudantes do ensino médio encontrarão ainda o laboratório para as disciplinas de física, química e biologia sem equipamentos e sem professor. Segundo Parolin, a partir de abril o laboratório deverá ser equipado por meio de uma licitação, já aberta, mas a contratação de um responsável pelo laboratório ainda não está definida. ‘‘O que sabemos é que não será mais um professor, mas um técnico, o que implica em comprometimento da qualidade do ensino’’, afirma.
No Colégio Estadual Tsuro Oguido (zona oeste), a necessidade mais urgente é a construção de pelo menos mais duas salas de aula, para atender os 850 alunos. Na escola, segundo o secretário-geral, Luiz Carlos Palma, algumas turmas já assistem aula em espaços improvisados. O resultado é uma grande quantidade de alunos em cada sala de aula e o comprometimento da qualidade do ensino.

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