foto: Ricardo Braescher/ReproduçãoVersão interessanteNo ambiente criado pelo arquiteto Marcelo Melhado, banquetas se juntam a mesas de ferro, junco e vidro. ‘‘Em dia de festa podem sentar até duas pessoas em cada banqueta’’, sugere.‘‘Criado-mudo’’ é um nome interessante que ficaria bem melhor para designar um puf ou uma banqueta. A contribuição do puf, apesar de ele ser apenas um complemento no ambiente, é maior do que se imagina. Discreto, ele serve de coringa em qualquer ambiente. Versátil e sempre pronto para o serviço, dependendo do estilo, o puf dá um toque de classe, ou de ousadia, e cria um clima de informalidade que sugere aconchego. E finalmente: qual é o melhor lugar para se descansar as pernas depois de um dia daqueles?
Na última Mostra de Decoração e Interiores de Londrina o arquiteto Marcelo Melhado apresentou uma versão interessante para o puf. Na verdade é uma peça meio coringa que não ocupa espaço. ‘‘Pode estar num balcão, apoiada embaixo de uma mesa-bar, criando mais lugares. Na Mostra eu utilizei quatro banquetas sob cinco mesas de ferro, junco e vidro. Em dia de festa podem sentar até duas pessoas em cada banqueta’’, sugere Melhado.
Na opinião do arquiteto as banquetas e pufs aparecem em várias formas, do clássico ao contemporâneo. ‘‘São elementos que estão sendo sempre reeditados. O estilo criado por Mies Vander Rohe, na década de 20, é modernista mas hoje é considerado um objeto clássico, até um cult’’, diz Marcelo Melhado.
Além de ser ‘‘pau-pra-toda-obra’’ os pufs são sinônimo de conforto arrojado. Servem para colocar os pés, descansar um livro, apoiar uma bandeja, e dão sempre um toque de informalidade ao ambiente. ‘‘Tem uma vantagem do ponto de vista estético. Se você quiser por um sofá todo amarelo num ambiente pode ter dificuldade em combiná-lo, mas pode tranquilamente utilizar um puf, ou uma banqueta toda amarela e dar até um toque divertido ao ambiente’’, comenta o arquiteto. Na sua opinião, o puf tem ainda mais uma função, ‘‘Não acredito em um puf ou uma banqueta quietos num canto da sala. Eles podem estar sempre circulando e levando conforto para outros ambientes’’, sugere. Alguns modelos já trazem rodinhas metálicas, pés cromados com rodinhas acopladas, que facilitam o movimento da peça.
A decoradora Heloísa Vecchi tem na sua loja em Maringá um puf imenso capitonado em seda pura. O efeito é simplesmente decorativo porque compõe com outros sofás de seda num ambiente requintado. Mas ele pode virar uma mesa de centro sofisticada, se for usada uma bandeja grande de prata como apoio para pratos e copos.
‘‘Já para uma sala de TV não se deve usar capitonê porque acumula sujeira entre os botões. Um tecido ideal para este ambiente é a camurça sintética que é facílima de limpar’’, diz Heloísa. ‘‘Pode-se colocar dois pufs menores formando uma mesa de centro para várias pessoas colocarem os pés. Num living ele pode ser o divisor de ambientes sem criar uma barreira ou volume’’, sugere a decoradora.
Segundo Heloísa Vecchi o ideal é padronagem lisa e não trabalhada, ou um xadrez, ou listrado fazendo composição com o sofá.

mockup