Prosam libera áreas ocupadas em mananciais
PUBLICAÇÃO
sábado, 11 de agosto de 2001
De Curitiba 
As áreas de ocupação irregular existentes na Bacia do Alto Iguaçu foram priorizadas dentro do Programa de Saneamento Ambiental (Prosam) por conta da preocupação com a qualidade da água dos mananciais de abastecimento. Além de retirar as famílias das margens dos rios Palmital, Iraí, Atuba, Timbu e Iraizinho, o projeto tinha por objetivo disciplinar o uso e a ocupação do solo, num trabalho conjunto entre a Coornadoria da Região Metropolitana de Curitiba (Comec), Companhia de Habitação de Curitiba (Cohab), Sanepar e prefeituras.
Os reassentamentos das 1.434 famílias foram iniciados em 1997 e concluídos no ano passado. Quatro loteamentos foram dotados de infra-estrutura de luz, água e esgotamento sanitário para receber as famílias. Com recursos do Prosam, foram construídos 709 módulos habitacionais, de 22 metros quadrados. A maioria das demais famílias reaproveitou material de suas casas anteriores e, com projeto e orientação de estudantes da Universidade Federal do Paraná (UFPR), reconstruíram suas casas. Outros moradores apelaram para financiamentos, facilitados pela Caixa Econômica Federal, para construir novas residências.
A Moradias Trevisan, em São José dos Pinhais, foi o primeiro loteamento a assentar 150 famílias, que foram retiradas emergencialmente de áreas alagadas pela enchente de 1995. Ao todo, 375 famílias originárias de quatro áreas de invasão ao longo do Rio Iguaçu foram reassentadas nesse loteamento.
O Conjunto Habitacional Bonilauri, em Pinhais, recebeu 625 famílias oriundas de oito áreas de invasão do próprio município. Para o Loteamento Âncora, em Piraquara, foram 264 famílias também de Pinhais e que estavam na área do canal extravasor do Iguaçu. Já o Conjunto Habitacional Timbú, em Campina Grande do Sul, recebeu 170 famílias de duas áreas de invasão do próprio município. (A.L.)


