Os fechamentos da Ponte da Amizade reabriram a discussão sobre as alternativas para reverter a crise econômica da fronteira do Brasil com o Paraguai. A região tem projetos que estão em discussão desde a década passada, mas longe de serem viabilizados a curto prazo. Pelo contrário. Não há datas para suas execuções.
A implantação da zona franca é um deles. O projeto estabelece incentivos fiscais para implantação de um pólo industrial e comercial. A área livre de comércio prevê exportação no atacado e varejo, com a suspensão de imposto de importação e do imposto sobre produtos industrializados. Existem ainda projetos para construção da segunda ponte ligando o Brasil ao Paraguai.
O prefeito de Foz do Iguaçu, Sâmis da Silva (PMDB), assumiu esta semana o compromisso de acelerar o trâmite dessas iniciativas no Congresso. Ele responsabilizou, porém, o governo federal pela decadência econômica da região. Segundo o prefeito, a Receita Federal baixou as medidas contra a economia fronteiriça ''do dia para noite'', impedindo o município de tomar medidas preventivas.
O problema de desemprego na cidade estava previsto no anunário estatístico feito pela prefeitura em 1996, quando o prefeito era Dobrandino Gustavo da Silva (PMDB), pai de Sâmis. ''Como se sabe, existe uma relação direta entre elevação da taxa de desemprego e aumento das demandas de ordem social, que o poder público municipal, em conjunto com a comunidade local, está se empenhando em atender'', descreve o livro. (A.P.).

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