O projeto de lei que regulamenta a instalação de torres de telefonia móvel em Londrina deve entrar na pauta de discussões da Câmara até o dia 25 deste mês. Apesar de ainda tramitar pelas comissões, as especulações estão provocando muita discussão.
Representantes da Global Telecom, Tim Celular e Global Village Telecom (GVT) estiveram reunidos em abril com os vereadores para defender seu ponto de vista em relação ao documento.
A Sercomtel Celular diz que não participou do encontro porque não foi convidada. As concorrentes alegam que não comunicaram a empresa porque já esperavam sua presença.
O diretor da operadora londrinense, Flávio Luiz Borsato, acredita que um dos pontos mais polêmicos do projeto é a definição da distância entre as torres e os vizinhos. A idéia original estabelecia 10 metros, mas o prefeito Nedson Micheleti (PT) diminuiu esta medida pela metade ao enviar o documento para a Câmara.
‘‘Como não sou técnica na área prefiro respeitar a opinião de especialistas em alguns itens. O projeto é o resultado justo de muito estudo e debates. Não apóio o ponto de vista do prefeito em relação à área da torre e vou criar um substitutivo para defender a idéia original’’, diz a vereadora Elza Correia (PMDB), que integrou a comissão organizadora do documento.
Pela proposta, as torres que não estiverem dentro da área estabelecida terão que ser transferidas de local. Para Borsato, da Sercomtel Celular, o custo médio de uma torre varia de R$ 170 mil a R$ 200 mil, tendo maior peso as fundações e a mão-de-obra. ‘‘Se tivéssemos que desmanchar uma delas compensaria mais construir outra nova’’, argumenta.
Quanto à proposta de compartilhamento das torres, Borsato disse que essa parceria já é uma tendência mundial e será imprescindível com a abertura do mercado. ‘‘A única dificuldade que vejo é em relação às torres já existentes porque exigiria um equilíbrio de interesses e poder’’, comenta.
A Sercomtel Celular e a Global Telecom afirmam que não precisam de mais antenas ou microcélulas para atender a cidade. A GVT, que só trabalha com telefonia fixa, pretende se expandir através de fibras óticas. ‘‘Só usaremos antenas quando a necessidade for urgente ou quando a região almejada for de difícil acesso’’, afirma o advogado da empresa,
Fábio Malina Losso.
A TIM Celular será a próxima concorrente do grupo. Ela comprou por R$ 543 milhões a licença para explorar o mercado na região 2 da banda D a partir de 2002. Além do Paraná, fazem parte desse lote o Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Distrito Federal, Tocantins, Rondônia e Acre. Através de sua assessoria de imprensa, a empresa confirmou que é uma das maiores interessadas na Sercomtel Celular, cuja venda depende de aprovação por plebiscito, ainda não marcado.
Caso isso não ocorra em dois meses, a TIM desistirá do negócio para se concentrar na implantação da empresa em Londrina. Se, porventura, comprar a Sercomtel, ela terá que devolver a licença da banda D para um novo leilão. (B.R.)

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