Projeto municipal atende 450 famílias pobres de Londrina
PUBLICAÇÃO
sábado, 04 de agosto de 2001
Telma Elorza<BR>De Londrina 
Londrina ainda está fazendo cadastramento de famílias para o Bolsa-Escola. O cadastramento começou há cerca de um mês em bairros atendidos por assistentes sociais da Secretaria Municipal de Ação Social e nas escolas da rede pública, mas ocorreram atrasos devido as escolares.
Mesmo assim, a Ação Social avalia que o programa federal vai ser insuficiente para atender a demanda. Londrina pode dispor de 12,7 mil bolsas do programa federal, mas uma pesquisa realizada pela secretaria aponta que vivem, em Londrina, 13 mil pessoas sem renda alguma e 41 mil famílias cuja renda familiar é inferior a dois salários mínimos.
Segundo a assistente social Adriana Aparecida dos Santos, que trabalha junto à coordenação dos programas Bolsa-Escola federal e também municipal, o número de pessoas que atinge o critério de renda abaixo de R$ 90,00 per capita é muito maior que a disponibilidade de bolsas, o que pode gerar problemas na distribuição. O único critério do governo federal é que a família esteja abaixo da renda mínima. Vai ser um problema definir quem receberá ou não, diz.
Por outro lado, o programa bolsa-escola municipal, instituido há cerca de dois meses pela Prefeitura de Londrina, já está mostrando resultados. Atendendo a 450 famílias em condição de extrema pobreza cada uma recebendo R$ 100,00 por mês, independente do número de filhos , o programa está tirando das ruas crianças em situação de risco. Ainda temos problemas com algumas famílias, mas a maioria está incentivando as crianças a estudar e não as deixando nas ruas depois das aulas, informa Adriana.
Na seleção das famílias cadastradas, a Ação Social levou em conta vários critérios, como a situação de risco, a doença em família, o desemprego, entre outros. Foram selecionados as famílias com mais pontuação, que mais risco corriam. Mas, além do pagamento mensal, a Ação Social vai tentar buscar alternativas para resolver parte das dificuldades das famílias. Vamos iniciar o processo de reuniões com as famílias e tentar, juntos, encontrar alternativas para minimizar os problemas. E isso é necessário. Se fosse só o dinheiro, iria ser só mais uma ajuda e continuar tudo igual.
Para o próximo ano, a Ação Social quer ampliar o programa municipal para atender mil famílias.


