Projeto de lei está em fase de consulta pública
Félix Bonfim entregou pessoalmente no gabinete de todos os senadores da república, em Brasília, um dossiê contendo as denúncias sobre adulteração de algumas marcas de suplementos alimentares e nutricionais disponíveis no mercado. O seandor Cícero Lucena (PSDB PB) se interessou pelo assunto e apresentou o projeto de lei PLS 233/2014, que atualiza a legislação do setor com objetivo regulamentar o comércio desses produtos. Um dos objetivos do projeto é estabelecer regras para controlar a venda dos suplementos, que hoje ocorre livremente no País. "O projeto está em fase de consulta pública", explicou o advogado Eduardo Carraro, de Londrina, que assessora Félix nas questões legais relativas à série de denúncias.
Dados divulgados pelo senador revelam que o mercado de suplementos alimentares e nutricionais movimentou, em 2010, mais de U$S 175 bilhões no mundo. Ao justificar o PLS 233/2014, Cícero explicou que, a depender de sua constituição, os suplementos têm finalidades diferentes, com composições e público alvo tão distintos quanto abrangentes. Depois de fazer um levantamento da legislação sobre o setor, o senador disse ter constatado que a regulação está desatualizada, fragmentada e, em alguns pontos, contraditória. A proposta tem objetivo então de atualizar e padronizar as normas, além de incentivar a produção nacional dos suplementos, hoje, em sua maioria importados de outros países.
"Há toda uma indústria de divulgação e estímulo ao consumo dos suplementos, que não podem ser tratados como produto de prateleira de supermercado ou de feira, já que têm efeitos colaterais. É preciso respeitar o consumidor", declarou o senador, acrescentando que, muitas vezes, os produtos trazem no rótulo composições que nem são as verdadeiras.
O texto também proíbe a importação, por meio de comércio eletrônico usando sites hospedados fora do Brasil, de suplementos alimentares e nutricionais que não sejam liberados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
O PLS 233/2014 recebeu apoio da Associação Brasileira dos Fabricantes de Suplementos Nutricionais e Alimentos para Fins Especiais (Brasnutri). Para o presidente da entidade, Synésio Costa, a legislação precisa de atualização para que sejam incorporados os avanços técnicos e científicos verificados no setor nas últimas décadas. (C.A. com Agência Senado)





