Programa não saiu da intenção
Apesar da importância crescente da população idosa no mercado de trabalho brasileiro, as pessoas nessa faixa etária que continuam trabalhando encontram dificuldades. As estatísticas do IBGE e do Ipea apontam que, no final da década passada, 65% dos trabalhadores brasileiros com mais de 60 anos de idade tinham estudado no máximo quatro anos. Como resultado, a renda média nessa faixa etária era inferior. Os trabalhadores com mais de 60 anos de idade recebiam 5% a menos do que a média da população ocupada.
Em março de 2010, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e a Associação dos Aposentados e Pensionistas do Grande ABC discutiram a criação de um projeto pelo Governo para qualificação profissional de idosos. Mais de dois anos depois, o programa não saiu da intenção. A Associação informou que o MTE não fez mais contato. A entidade tenta criar um programa de qualificação próprio. No Ministério, não existe nenhum projeto em desenvolvimento.
Necessidade de qualificação foi o que levou o porteiro José Adão Dalbério, de 63 anos, a iniciar um curso de eletricista instalador no Senai, em Londrina. Ele pretende se aposentar e começar a atuar na nova função. ''É uma profissão que vou poder exercer com segurança, fazendo o curso'', explica. ''Enquanto estiver trabalhando, estou vivo. Quem fica parado, pode cair na depressão.'' (F.G.)





