Sérgio Soares Braga, professor do programa de pós-graduação de Ciência Política da Universidade Federal do Paraná (UFPR), reforça que as novas mídias disponíveis pela internet facilitam a mobilização de manifestantes em nome de causas diversas. ‘‘Os atores têm muito mais autonomia para se organizar. Além disso, o custo para realizar uma manifestação ficou mais baixo’’, considera.
Ele argumenta, porém, que a articulação com a realidade é fundamental para a eficácia dos movimentos. Defende, ainda, que não há relação de contradição entre as redes sociais e as mídias tradicionais, que acabam aumentando a visibilidade das manifestações. ‘‘Por outro lado, estas mesmas mídias acabam tendo que responder aos anseios que ecoam pelas redes sociais’’, opina.
Um dos efeitos básicos dessa movimentação é observado na pluralidade das marchas, que expõem opiniões diferentes e democratizam o acesso aos conteúdos. Braga ressalva que essas mobilizações ainda atingem um público restrito, formado principalmente por jovens com maior grau de escolaridade. E defende até mesmo o ‘‘ativismo de sofᒒ. ‘‘É positivo para a educação cívica. Além disso, é melhor fazer ativismo político pela internet do que não fazer nada.’’ (C.A.)

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