Procedimento dá possibilidade ao doente voltar ao convívio social
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sábado, 10 de março de 2012
Redação FolhaWeb 
''Operar um cérebro cujo indivíduo sofre de doença psquiátrica é operar um cérebro doente'', responde seguramente o neurocirurgião Marcos Antonio Dias, de Londrina, questionado sobre a necessidade do procedimento para distúrbios mentais, diferentemente dos neurológicos, como Parkinson ou epilepsia. Segundo o médico, pessoas que sofrem de doenças psquiátricas também apresentam funcionalidade ruim.
Para o especialista, entretanto, não se pode considerar a cirurgia como a salvação de todos as doenças psiquiátricas. ''Os resultados obtidos até hoje são muito variáveis. A proposta da cirurgia não é a cura, mas dar a possibilidade do doente voltar ao convívio social. Se for o caso, continuar o tratamento com medicamentos, mas que estes façam efeito'', comenta. Não há números precisos, mas estimativas apontam que há melhora, sem exceção, que varia de 30% a 60%.
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