A cozinheira Andressa Regina da Silva Diogo, de 29 anos, agradece por ter conseguido conquistar estabilidade emocional e familiar para viver bem ao lado do marido e das filhas de 6 e 12 anos. "Procuro dar a elas todo o carinho e cuidado que eu mesma não tive da minha família", relata ela, que perdeu a mãe aos 10 anos de idade e, depois disso, foi viver com parentes no interior do Paraná.
Reprimida pelo pai e atacada por uma madrasta que a maltratava, Andressa começou a namorar o marido, com quem vive até hoje, aos 13 anos. "Ele tinha 18 anos e minha família não aceitava o relacionamento. Quando tinha 15 anos, a família dele foi para Minas Gerais colher café e decidi ir junto. Fugi de casa para ter liberdade, mas depois me arrependi", lembra ela, que parou de estudar na 6ª série.
"Casei par fugir da violência, mas casamento é para sempre", diz ela, que teve a primeira filha aos 16 anos e enfrentou problemas difíceis como o vício – atualmente superado - do marido nas drogas.
O crescimento das filhas já despertou em Andressa a preocupação de que a história se repita. Por isso, ela e o marido conversam muito com as duas meninas sobre "todos os assuntos", para que elas não revivam a experiência da mãe. "Uma das vitórias da minha vida é oferecer às minhas filhas a proteção e o amor que não tive", resigna-se. (C.A)

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