Problema preocupa Noroeste
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sábado, 07 de abril de 2001
Vânia MoreiraDe Umuarama 
Em quase todos os 107 municípios do Noroeste, onde predomina o solo de arenito, a erosão causa prejuízos frequentes e incalculáveis. O fenômeno prejudica a fertilidade dos solos, assoreia rios, esburaca estradas e ruas, destrói construções públicas e privadas. Abre voçorocas imensas no campo e nas cidades.
A mais violenta surgiu ano passado na PR-380, entre Cruzeiro do Oeste e Nova Olímpia. O buraco atingiu mais de 30 metros de profundidade por 100 de largura e cortou a rodovia. Entretanto, as grandes voçorocas, comuns nos anos 60 e 70, estão controladas. Segundo a Superintendência de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental (Suderhsa) os problemas mais comuns agora são em bairros sem drenagem e em pontos onde desembocam galerias de águas pluviais.
O escoamento das águas do perímetro urbano causa erosões como a existente numa propriedade rural perto da PR-323, em Cruzeiro do Oeste. O buraco já tem 10 metros de profundidade e mais de 300 metros de extensão. A cratera está a cerca de 30 metros da casa da agricultora Vera Lúcia Adas, 46 anos, e a 500 metros da rodovia. Já jogamos 800 sacas de terra para tentar fechar o buraco, mas a chuva leva tudo embora e a erosão continua avançando, disse Vera.
A prefeitura e a Suderhsa tentam levantar recursos para combater a erosão. O controle é simples, porém caro. Exige e a instalação de tubulação para desviar a água das chuvas e o fechamento do buraco, o que implica no transporte e depósito de toneladas de terra e entulho.
Os maiores problemas estão nas regiões de Umuarama e Paranavaí. Na periferia de Umuarama, onde surgiram muitos bairros em áreas de alto risco, alguns moradores chegaram a perder casas. Segundo o chefe do escritório regional da Suderhsa em Cruzeiro do Oeste, 14 dos 39 municípios da regional têm projetos de combate à erosão em andamento. São 24 obras que vão consumir cerca de R$ 4 milhões do programa Pró-Saneamento.
Na região de Paranavaí, 16 das 22 cidades executaram nos últimos dois anos obras de combate ou controle de erosão. O chefe da regional, Alcione Pacheco, diz que a fragilidade do solo de arenito exige cuidado permanente.


