Primeira reunião já expõe divergências
PUBLICAÇÃO
domingo, 11 de fevereiro de 2001
De Curitiba 
O resultado da primeira reunião do Conselho Estadual do Meio Ambiente, realizada dia 22 de dezembro, pode servir de termômetro para mostrar que os trabalhos do órgão serão pontuados por críticas, divergências e muitos debates acalorados.
É que o novo conselho teve um mau começo, na avaliação de Clóvis Ricardo Borges, representante da Organização Não Governamental (ONG) Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS). Ele critica a forma como foi colocada em discussão, na primeira reunião, a questão referente à importação dos resídios sólidos.
Independente de sermos contra ou a favor, o assunto foi apreciado às pressas, só porque a legislação estadual condiciona as regras do co-processamento em empresas à aprovação do conselho, diz. Já o representante da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), Luiz Guilherme Pauli, acredita que a inclusão deste ponto em pauta era necessário naquele momento, porque as empresas precisavam de uma definição para continuar a fazer o co-processamento.
Segundo o secretário Estadual do Meio Ambiente, José Antonio Andreguetto, o assunto foi abordado já na primeira reunião porque havia urgência em se estabelecer regras para a importação de resídios sólidos, que estavam vindo de outros Estados sem controle. Assim, o Cema criou uma comissão que irá propor uma regulamentação para o assunto.
Por 60 dias, até 22 de fevereiro, o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) será o órgão responsável por autorizar ou não a entrada desses produtos no Estado. (M.G.)


