Precauções ao se deslocar de um Estado a outro, cuidados com a higiene e alimentação e procurar auxílio médico ao primeiro sintoma que possa indicar uma doença infeciosa. Esses são os principais cuidados que a população deve tomar para evitar as doenças emergentes ou reemergentes, segundo o diretor e Vigilância e Pesquisa da Secretaria Estadual de Saúde, Nereu Henrique Mansano.
Ele alerta, por exemplo, da necessidade da vacina contra a febre amarela para as pessoas que viajam para regiões de risco, como o Norte e o Centro-Oeste do País. Há duas formas da doença: silvestre e urbana.
A mais comum é a silvestre. O Brasil não registra casos da febre amarela urbana há 56 anos, mas isso não significa que o perigo não é iminente. Principalmente porque o mosquito trasmissor da febre amarela é o mesmo que transmite a dengue.
O alto índice de infecção pelo mosquito (Aedes aegypti) em vários Estados –como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Rondônia– aumenta o perigo de urbanização da doença.‘‘Por isso, a vacina é importante’’, explica Mansano. Ele informa que 70% do Estado teve cobertura da vacina contra a febre amarela nos últimos anos. No entanto, as pessoas devem procurar as unidades de saúde para receber a dose, já que a secretaria não realiza campanhas de imunização em massa.
Doenças que não dependem de vacina causam mais preocupação do Estado, conforme Mansano. ‘‘Algumas enfermidades, como a hantavirose (doença que se manifesta no Sul paranaense), só conseguimos evitar com medidas educativas’’. (K.M.)

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