Pressão pode ser menor no Paraná
A população paranaense tende a sofrer menos os efeitos da crise em 2015 do que em outros estados do País, devido à maior presença de indústrias de bens não duráveis e de alimentos na região, diz o economista Roberto Zurcher, da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep). A redução dos efeitos da crise na Argentina, segundo maior parceiro comercial do Estado, e uma boa safra de commodities também devem contribuir.
Ele conta que a previsão é de que o Paraná recupere em 2015 o espaço que perdeu no cenário nacional. "O fundo do poço da indústria já foi atingido. Hoje estamos negativos, mas cada vez menos negativos", diz Zurcher.
Para o presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Valter Orsi, no entanto, o momento ainda é de pessimismo diante dos indicadores econômicos atuais. "O que precisamos é nos reinventarmos, rever processos. As empresas têm de buscar eficiência e nosso grande desafio continua sendo elevar a produtividade", explica.
O presidente do Sindicato dos Economistas de Londrina, Ronaldo Antunes, diz que o agronegócio pode aliviar as contas dos Estado. "Se a chuva contribuir, poderá dar um salto porque o valor do dólar está alto e pode compensar a redução das cotações internacionais", argumenta.
Orsi não acredita que 2015 será o ano da reforma tributária, tão esperada pelo setor produtivo, porque diz que o governo não poderá abrir mão de arrecadação. "Mas se tivemos investimento em infraestrutura, já ajudará", completa Zurcher. Antunes ainda acrescenta que, para as obras, é preciso incentivar concessões e parcerias público-privadas. (F.G.)





