A pressão para oferecer um serviço cada vez mais humanizado, em oposição à realidade nem sempre acolhedora das ruas, somada à falta de efetivo e uma cultura organizacional da corporação pautada pelo excesso de militarismo, resulta em um dilema vivenciado diariamente pelos policiais militares. Diante do abismo entre os conceitos de cidadania que aprendem nos cursos de formação e o contexto da prática diária da função, eles manifestam através do estresse - que pode levar a comportamentos abusivos - as consequências desse conflito.
''O efetivo atual da Polícia Militar é o mesmo de quando ingressei na corporação em 1975'', compara o coronel RR (reserva remunerada) João José Ramirez Ribeiro Junior, assessor da presidência da Associação de Defesa dos Direitos dos Policiais Militares Ativos, Inativos e Pensionistas (Amai).
Segundo ele, a formação técnica e intelectual da tropa paranaense dá condições para que os policiais estejam bem preparados para realizar o atendimento das demandas rotineiras e situações de conflito sem cometer qualquer tipo de abuso. ''O problema é a falta de efetivo que leva o policial a trabalhar mais horas do que deveria, o que causa o estresse individual'', afirma, acrescentando que, nessas situações, o policial pode interpretar os fatos de maneira equivocada e agir com ''destempero''.

Leia mais na materia da repórter Carolina Avansini

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