Antes mesmo de saber que escreveria um livro sobre o assunto, a jornalista Nana Queiroz dedicou-se a compreender o universo das mulheres encarceradas no Brasil. Ela realizou visitas a mais de dez presídios femininos em todas as regiões do país, trabalho voluntário numa instituição carcerária e entrevistas com mais de cem pessoas – entre presas, especialistas e familiares. O resultado de quatro anos de pesquisa é o livro "Presos que menstruam", lançado pela editora Record.
Relato da vida de muitas mulheres na prisão, anônimas e famosas, o livro traz histórias que traçam o retrato dos problemas e desafios do sistema prisional feminino no país. A gravidez durante o cárcere, a presença de bebês nas prisões, o tratamento dispensado às famílias durante as visitas, a solidão e o abandono das mulheres pelos maridos, as celas despreparadas para as necessidades fisiológicas das mulheres, as torturas físicas e psicológicas, a comida estragada, a proibição de visitas íntimas das parceiras homossexuais. Dramas que surgem nas falas e na observação da vida de personagens diversas, envolvidas em crimes passionais, de tráfico ou de roubo.
Nana Queiroz é jornalista, ativista pelos direitos das mulheres e uma das criadoras da revista digital Azmina. É fundadora do Movimento Eu Não Mereço Ser Estuprada, contra a culpabilização das vítimas de estupro, que ganhou repercussão internacional. (Reportagem Local)

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