Apesar do aumento não ser tão expressivo, o capitão Sidinei Fernandes Garcia, porta-voz do 5º Batalhão da Polícia Militar (BPM), avalia que o crescimento no índice de roubos em Londrina é sempre preocupante. ''São situações em que a vítima sofre algum tipo de violência, por isso nos preocupamos'', afirma.
Segundo ele, a maioria dos casos envolve usuários de drogas. ''A orientação é se submeter e não enfrentar o assaltante, até porque são pessoas que estão sob efeito de drogas'', alerta.
As situações mais perigosas seriam os assaltos realizados por quadrilhas. Conforme o capitão, a polícia tem se deparado com presos com autorização para saídas temporárias da prisão que aproveitam para praticar assaltos. Garcia explica que muitos deles já saem com a missão de conseguir dinheiro para famílias de outros presos ou para levar de volta à prisão. ''Se eles não cumprem, sofrem represálias'', revela. Assaltantes com esse perfil seriam mais perigosos por estarem ''envoltos no ciclo de criminalidade''.
Alvos comerciais
O delegado-chefe da 10Subdivisão Policial (SDP) de Londrina, Márcio Amaro, informa que o maior número de repetição de crimes no mesmo local diz respeito a arrombamentos a estabelecimentos comerciais. A dica para evitá-los é tornar o local menos atrativo, ''porque o bandido sempre vai onde está mais fácil''.
Entre as alternativas possíveis, ele cita a contratação de segurança privada. ''Infelizmente, diante da demanda, a polícia não consegue estar presente em todos os lugares'', justifica. Outro investimento recomendado é em sistemas de câmeras para filmagem, que ajudam na identificação dos ladrões.
Em residências, os aparatos de segurança como cercas elétricas, cachorros, sistemas de câmeras e alarme dificultam a ação dos assaltantes. O capitão Garcia, da PM, acrescenta a necessidade de ''fazer uma leitura'' do ambiente antes de entrar ou sair de casa, observando a presença de pessoas suspeitas. ''Também é importante ter cautela na hora de atender gente que bate no portão. Esses hábitos devem ser adotados por toda a família.''
A comunicação da ocorrência à polícia é sempre recomedável. ''Para identificar os assaltantes, precisamos ter um ponto de partida'', explica o delegado.(C.A.)

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